Horários:
Quinta: Inauguração
Sexta e Sábado 29.05 e 30.05 : 14h-21h
Domingo 31.05: 12h-19h
Stand C05
Cordoaria Nacional, Lisboa
Carla Cabanas
O trabalho de Carla Cabanas lida com metodologias para expandir as fronteiras definidas do médium fotográfico, ao mesmo tempo que se debruça sobre questões da memória pessoal, colectiva e cultural. Carla tem apresentado o seu trabalho em numerosas exposições individuais e colectivas, incluindo Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Lisboa; IX Bienal de Arte Contemporáneo Fundación Once, CentroCentro, Madrid, Espanha; Centro de Arte Quetzal, Vidigueira; Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Lisboa; OVNi – Festival Internacional de Vídeo Arte, Nice, France; Museu Ibérico de Arqueologia e Arte, Abrantes; Centro de Arte Contemporânea de Coimbra; Appleton [Box], Lisboa; Centre Photographique d’Île de France; Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, Açores; Brotéria, Lisboa; MAAT-Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, Lisboa; Museu Coleção Berardo, Lisboa; Centre D'art Contemporain, Meymac, França; Aa Collections Gallery, Vienna; Biennale de l’Image Tangible, Paris; Grimmmuseum, Berlim; Castello Visconteo Di Legnano, Milan, Italy; Panal 361, Buenos Aires, Argentina; Museu da Cidade, Lisboa; Fundação Eugénio de Almeida, Évora; Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa; Arquivo Municipal Fotográfico, Lisboa; 7ª Bienal São Tomé e Príncipe; Círculo de Bellas Artes, Madrid e CCCB - Centre de Cultura Contemporània de Barcelona; entre outras.
Em 2022 foi finalista do Prémio Flad Desenho da Fundação Luso-Americana; em 2012 recebeu uma Menção Honrosa no Prémio de Fotografia Purificacion Garcia e o 3º lugar do Prémio de Pintura Ariane de Rothschild, 2005. Frequentou residências artísticas na Áustria, Alemanha e São Tomé e Príncipe e várias em Portugal.
O seu trabalho está representado em várias colecções, das quais se destacam: National Gallery of Art Washington, DC; CACE (Coleção de Arte Contemporânea do Estado Português); MAAT-Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia; Fundação Luso-Americana; LPS Collection (Stanislas y Leticia Poniatowski), Colección Kells, Santander; Colecção da Fundação PLMJ, Colecção de Arte Novo Banco, Colecção LPS e outras colecções privadas.
Pinnacle Grouse é uma criatura descrita no "Livro dos Seres Imaginários" de Jorge Luís Borges. No livro, o autor descreve-o da seguinte forma: "O Pinnacle Grouse só tinha uma asa que lhe permitia voar numa só direção, dando infinitamente a volta a um monte cónico. A cor da plumagem variava consoante as estações e a condição do observador."
A artista sente que o seu trabalho artístico tende a orbitar constantemente os mesmos temas, sempre na mesma direção, o que a faz identificar-se com esta criatura. Por essa razão, utilizou uma fotografia de infância e manipulou-a para criar uma escultura inspirada neste pássaro, como se ela própria fosse essa ave.
Nesta obra, a fotografia é moldada, cortada e esculpida para dar forma a uma criatura que procura questionar o papel das fotografias de família na construção das nossas memórias e, consequentemente, da nossa identidade. Estes objetos procuram estabelecer uma ligação entre os limites do visível e a imprecisão da memória, refletindo sobre o papel das ficções na consolidação de narrativas pessoais e coletivas.
Jessica Backhaus
Jessica Backhaus nasceu em Cuxhaven, na Alemanha em 1970 e cresceu numa família artística. A artista é considerada uma das vozes mais proeminentes da fotografia contemporânea alemã de hoje. O seu trabalho foi mostrado em inúmeras exposições individuais e coletivas, incluindo as da National Portrait Gallery, Londres, da Martin-Gropius-Bau, Berlim e da Kunsthalle Erfurt. Até à data, a artista conta com doze publicações sobre o seu trabalho: Jesus and the Cherries, 2005, What Still Remains, 2008, One Day in November, 2008, I Wanted to See the World, 2010, ONE DAY- 10 photographers, 2010, Once, still and forever, 2012, Six degrees of freedom, 2015, A TRILOGY, 2017, Far away but Close, 2019 and Cut Outs, 2021, Plein Soleil, 2024, todas publicadas pela Kehrer Verlag, Heidelberg / Berlim excepto Far Away but Close publicada por Another Place Press, Scotland. Publicou um zine titulado Indications of the Sea e editado por dumas.salchli, com texto de Emre Izat. O seu trabalho está apresentado no livro: Women Photographers. From Julia Margaret Cameron to Cindy Sherman de Boris Friedewald (Prestel Verlag 2014) e oThe Photographers’ Sketchbooks de Stephen McLaren e Bryan Formhals (Thames & Hudson, 2014).
Das exposições individuais e coletivas, destacamos as que tiveram lugar na National Portrait Gallery, Londres, Goethe Institut, Paris, França, em Arles, França, Centrum Kultury Zamek, Poznan, Polónia, Martin-Gropius-Bau, Berlim, Kunsthalle Erfurt, Alemanha, Deutsche Börse Photography Foundation, Alemanha, Midland Art Centre, Birmingham e Scottish National Portrait Gallery.
As obras de Jessica Backhaus estão em várias coleções de arte de referência incluindo as da Coleção de Arte Deutsche Börse, Alemanha, da Colecção de Arte ING, Bélgica, da Coleção do Museu de Belas Artes, Houston, EUA e da Coleção Margulies, Miami, EUA e Taunus Sparkasse, Alemanha.
Em 2012, a FOAM - Fotografiemuseum, Amsterdam produziu um breve documentário sobre o seu trabalho intitulado "Wonder Jessica Backhaus", um filme de Willem Aerts.
Com a série THE NATURE OF THINGS, Jessica Backhaus coloca o foco no universo das pequenos elementos e dos detalhes subtis que muitas vezes carregam significados mais profundos, podendo fornecer uma visão mais ampla da realidade das coisas. Essas nuances, embora aparentemente menores, podem transmitir mais do que é imediatamente óbvio. Estas obras capturam objetos e cenas comuns — sejam estes encontrados na realidade física do mundo ou encenados pela artista —, extraindo experiências pessoais e instintos para criar imagens que transcendem fronteiras pessoais. Estas obras possuem múltiplas camadas de compreensão e podem ser vistas como elementos de uma narrativa ou de uma experiência visual, compartilhando uma busca comum pelo que está por trás das imagens, refletindo a própria essência da existência.
José Bechara
José Bechara nasceu em 1957, na cidade do Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. Bechara apresentou suas obras em exposições individuais e coletivas em instituições renomadas, entre elas: MAM Rio de Janeiro–BR; Culturgest–PT; Ludwig Museum (Koblenz)–DE; Instituto Figueiredo Ferraz–BR; Fundação Iberê Camargo–BR; Fundação Calouste Gulbenkian–PT; MEIAC–ES; Instituto Valenciano de Arte Moderna–ES; MAC Paraná–BR; MAM Bahia–BR; MAC Niterói–BR; Instituto Tomie Ohtake–BR; Museu Vale–BR; Haus der Kulturen der Welt–DE; Ludwig Forum für Internationale Kunst–DE; Kunst Museum–DE; Museu Brasileiro da Escultura (MuBE)–BR; Centro Cultural São Paulo–BR; ASU Art Museum–USA; Museo Patio Herreriano (Museo de Arte Contemporáneo Español)–ES; MARCO de Vigo–ES; Es Baluard Museu d’Art Modern i Contemporani de Palma–ES; Carpe Diem Arte e Pesquisa–PT; CAAA–PT; Musée Bozar–BE; Museu Casa das Onze Janelas–BR; Casa de Vidro/Instituto Lina Bo e P. M. Bardi–BR; Museu Oscar Niemeyer–BR; Centro de Arte Contemporáneo de Málaga (CAC Málaga)–ES; Museu Casal Solleric–ES; Fundação Eva Klabin–BR, entre outros.
As obras de Bechara estão representadas em coleções privadas e públicas, como o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro–BR; Centre Pompidou–FR; Pinacoteca do Estado de São Paulo–BR; Ludwig Museum (Koblenz)–DE; ASU Art Museum–USA; Museu Oscar Niemeyer–BR; Es Baluard Museu d’Art Modern i Contemporani de Palma–ES; Coleção Gilberto Chateaubriand/MAM Rio–BR; Instituto Figueiredo Ferraz–BR; MAC Niterói–BR; Instituto Itaú Cultural–BR; MAM Bahia–BR; MAC Paraná–BR; Culturgest–PT; Fundação Benetton–IT; CAC Málaga–ES; MOLAA–USA; Ella Fontanal Cisneros–USA; Universidade Cândido Mendes–BR; MARCO de Vigo–ES; Brasilea Stiftung–CH; Fundo BGA–BR, entre outras.
José Bechara desenvolve o seu trabalho dentro de um amplo campo de investigação sobre espaço, volumetria, superfície e composição. A sua obra mobiliza diversos meios, apresentando resultados através de séries que articulam pintura, desenho, escultura, fotografia e instalação, promovendo uma interseção entre estes formatos.
Trabalhando principalmente com a pintura, o artista frequentemente reaproveita lonas de caminhão usadas e manipula óxidos de ferro, cobre e aço para produzir dípticos, trípticos ou polípticos. Nessas obras, ele explora variadas intensidades cromáticas, linhas e padrões geométricos resultantes da oxidação dos materiais.
Noé Sendas
Noé Sendas (n. 1972, Bruxelas), vive e trabalha em Berlin, Madrid e Lisboa. Sendas começou a apresentar seu trabalho no final dos anos noventa. Referências explícitas e implícitas a artistas e criações literárias, cinematográficas ou musicais fazem parte da sua matéria-prima. Preocupações específicas sobre a reflexão e a prática das artes visuais também podem ser agregadas ao seu repertório. São elas: o corpo, como entidade simultaneamente teórica e material; os mecanismos de percepção do observador; ou o potencial discursivo e político dos métodos expositivos.
O seu trabalho tem sido apresentado em inúmeras exposições individuais e colectivas, incluindo: Akademie der Kunst, Berlin; CAV Centro de Artes Visuais, Coimbra, PRT; CAM - Centro de Arte Moderna Gulbenkian, Lisboa; Casa de América, Madrid, ESP; Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, BRA; Contretype - Centre d'art pour l'image et la photographie contemporaine, Bruxelles; C/O Berlin, Berlin; Designhaus Darmstadt, Darmstadt, DEU; Frankendael Foundation, Amsterdam; Fundación Ibercaja Patio de la Infanta, Zaragoza, ESP; Fundación Botín, Sala de Exposiciones, Santander, ESP; Galeria Municipal do Porto, Porto, PRT; Goethe-Institut, Stockholm; Hermitage, São Petersburgo, RUS; Kunstmuseum Bonn, DEU; Laboratorio Arte Alameda (LAA), ciudad de México; Le Plateau, Paris; MAAT Museu de Arte, Lisboa; MARCO, Museo de Arte Contemporánea de Vigo, ESP; MEIAC Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Badajoz, ESP; MNAC Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado, Lisboa; Multimedia Art Museum (MAMM), Moscow; Museo Calouste Gulbenkian, Lisboa; Museu de Arte Contemporâneo Gas Natural Fenosa, La Coruña, ESP; Museu ICO, Madrid; Museo Patio Herreriano de Arte Contemporáneo Español de Valladolid, ESP; TENT, Rotterdam, NLD; Visual Arts Center - The University of Texas at Austin, USA; Yerba Buena Center of the Arts, San Francisco, USA, (Et al.)
O seu trabalho está representado em coleções públicas e privadas na América do Norte e do Sul e na Europa.