"Daniel Blaufuks provoca uma espécie de ‘não tempo’ capaz de ser vivida se tratamos de construir outro olhar e experimentar outro tipo de percepção na qual não importa o lugar, o quê e o como, mas a atitude que gera a sua construção. Assim, interrogações e dúvidas deixam-nos num fundido a preto. Como aqueles ‘fins’ à maneira de horizontes que desenham uma ausência, sublinhando a importância do literário e cinematográfico no universo criativo de Blaufuks. A palavra como mil imagens possíveis, como princípio e fim irremediável de histórias incontáveis. Porque a linguagem entendida como experiência é capaz de transformar a passividade visual em gesto activo."
David Barro