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Horários:
Quinta: Inauguração
De Sexta a Sábado: 12h-20h
Domingo: 10h-19h

Stand C03
Cordoaria Nacional, Lisboa

Mónica de Miranda

Mónica de Miranda (Porto, 1976) é uma artista visual, cineasta e pesquisadora portuguesa/angolana, cuja prática é baseada na interdisciplinariedade e no olhar crítico sobre a convergência entre a política, o género, a memória, o espaço e a história. O seu trabalho abrange o desenho, instalação, fotografia, cinema e som, nos limites entre documentário e ficção. A artista investiga temas como estratégias de resistência, geografias do afeto, narração de histórias e ecologias de cuidado.

É fundadora do Hangar (2014), um centro de arte e pesquisa em Lisboa. Os programas do Hangar proporcionam espaços onde artistas, curadores e investigadores, principalmente do Sul Global, podem co-criar e construir redes sociais e criativas para beneficiar suas comunidades.

Como artista e co-curadora do projeto Greenhouse, Mónica representa o Pavilhão de Portugal na Bienal de Veneza de 2024.

O seu trabalho foi apresentado em grandes eventos internacionais como: 6ª Bienal de Lubumbashi; 12ª Bienal de Berlim; 12ª Bienal de Dakar; 5ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Casablanca; Encontros de Bamako - 13ª Bienal Africana de Fotografia; 14ª Bienal de Arquitetura de Veneza; BIENALSUR 2021; Houston FotoFest 2022; 18ª Fotografia Europea, Reggio Emilia.

Realizou várias exposições individuais e coletivas destacando-se as realizadas na CAIXA Cultural, Rio de Janeiro; Bildmuseet, Umeå; Fundação de Arte Kadist, Paris; Gulbenkian, Lisboa; MUCEM, Marselha; AfricaMuseum, Tervuren; MAAT, Lisboa; MUAC, Cidade do México; Barbican, Londres; Autograph, Londres; Frac pays de la Loire, Nantes; Museu de Uppsala, Suécia; MNAC, Lisboa; Instituto Cultural Camões, Luanda, entre outros. O trabalho de Mónica de Miranda está presente em coleções públicas e privadas em todo o mundo.

Astronauta, "Path to the Stars", 2022
Impressão jacto de tinta sobre papel de algodão
250 x 150 cm (6 partes 83 x 75 cm). Ed. 3

Na ARCOLisboa, Mónica de Miranda está a exibir uma obra fotográfica apresentada pela primeira vez durante a Biennale Arte 2022, na Biennale di Venezia, e na 12ª Bienal de Berlim. Astronauta, da série Path to the Stars, foca nas lutas das mulheres ao longo da história, incluindo colonização, género e identidade. Este poliptico utiliza a figura da criança astronauta, referindo-se ao afrofuturismo e ao impulso de redesenhar narrativas passadas e reinventar um futuro que conecta o material ao espiritual. As estrelas existem na interseção entre a ciência e a magia, no centro do tempo cósmico — o tempo do universo.

 

 

Astronauta, "Path to the Stars", 2022
Impressão jacto de tinta sobre papel de algodão
250 x 150 cm (6 partes 83 x 75 cm). Ed. 3 (detalhe)
Astronauta, "Path to the Stars", 2022
Impressão jacto de tinta sobre papel de algodão
250 x 150 cm (6 partes 83 x 75 cm). Ed. 3 (detalhe)

Maria Condado

Para Maria Condado, a paisagem excede a composição visual sendo um terreno vasto e profundo de exploração, onde não apenas os elementos pictóricos, mas também os aspectos políticos e sociais se relacionam. O jardim não é apenas um espaço natural construído, mas sim o reflexo de um sistema: é o produto das culturas e das experiências humanas que moldaram e influenciaram a sua forma e a sua função. Cada elemento do jardim, desde as plantas até as estruturas, carrega consigo um significado que revela diferentes maneiras de ver e interagir com o mundo. Para a artista trata-se se compreender e questionar as dinâmicas sociais e culturais que moldam a forma como percebemos e nos relacionamos com o ambiente ao nosso redor.

A artista tem apresentado amplamente o seu trabalho no contexto nacional, destacando-se as exposições Revolução na Noite (Centro de Arte Oliva, 2024), O Sono de Debussy (Galeria Carlos Carvalho, Lisboa, 2022), A Play of Boundaries (Galeria Carlos Carvalho, Lisboa, 2018), Uma loja, cinco casas, uma escola (Casa Bernardo, Caldas da Rainha, 2016), Ensaios sobre a (in)flexibilidade do natural – parte 2 (Ministério do Ambiente, Lisboa, 2014), Onde é a China? (Museu do Oriente, Lisboa, 2016), 16º Programa de Exposições (Carpe Diem Arte e Pesquisa 2009), Hangart 7 (Salzburg, Áustria, 2009), Vestígio (Pavilhão 28, Hospital Júlio de Matos, Lisboa, 2005), Selecionados II Prémio de Pintura do Banco Rothschild – Palácio das Galveias, Lisboa (cat). Está presente em diversas colecções tais como Fundação PLMJ,  Lisboa, Coleção Norlinda e José Lima, São João da Madeira, Grupo RAR, Porto e coleções privadas em Portugal, França e Áustria. “Hortus” é o seu livro de artista editado em 2016 pela Stolen Books Editora, Lisboa.

lago, 2024
Watercolor, acrylic and color pencil on paper, 21 x 29,5 cm 

Maria Condado apresenta uma tela de 366 x 200 cm que cobre uma parede do stand da galeria, criando um espaço onde o ateliê da artista se insere deliberadamente no contexto público da exposição. Nesta obra, assim como nas peças de menor formato, Condado explora narrativas visuais e cenários oníricos que mergulham o espectador num envolvente jogo de manchas distintas, texturas e cores, onde o movimento se torna um elemento crucial da percepção e da experiência humana.

MARIA CONDADO, Sementes, 2024
Aguarela, acrílico e lápis de cor s/ papel
42 x 29,5 cm

MARIA CONDADO, Polvo (après Jean Painlevé), 2025
Aguarela, acrílico e lápis de cor s/ papel
42 x 29,5 cm

MARIA CONDADO, Rosa do deserto, 2022
Aguarela, acrílico e lápis de cor s/ papel
21 x 29,5 cm

MARIA CONDADO, Túnel, 2025
Aguarela, acrílico e lápis de cor s/ papel
35,5 x 30 cm

Poeira, 2024
Aguarela, acrílico e lápis de cor s/ papel, 29,5 x 21 cm 
MARIA CONDADO, Flor, 2024
Aguarela, acrílico e lápis de cor s/ papel
29,5 x 38 cm

Daniel Blaufuks

Daniel Blaufuks (Lisboa, Portugal, 1963) utiliza no seu trabalho a fotografia e o vídeo, apresentando o resultado através de livros, instalações e filmes. Os seus temas de predilecção são a ligação entre o tempo e o espaço e a representação da memória privada e pública.

Desde os anos 80 do séc. XX que o artista tem vindo a expor o seu trabalho em Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Suíça, Itália, México, EUA e Brasil, destacando-se as realizadas no Centre Photographique - Rouen Normandie, França; Musée Eugéne Delacroix, Paris, França; Festival de Fotografia Europeia, Reggio Emilia, Itália; Photoespaña, Madrid, Espanha; Museu do Chiado, Lisboa, Portugal; Fábrica Usina, João Pessoa, Brasil; MAM – Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil; Progetti, Rio de Janeiro, Brasil; Kunstverein Ruhr, Essen, Alemanha; Centro Cultural de Belém, Lisboa; Museu do Chiado, Lisboa; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Haus der Kulturen der Welt, Berlin; Goethe-Institut, Madrid, Espanha; MACE Museu de Arte Contemporânea de Elvas, Elvas, Portugal; Centro de Artes Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, Brasil; Fotofestival Mannheim, Ludwigshafen, Heidelberg, Alemanha; Patio Herreriano - Museo de Arte Contemporáneo Español, Valladolid, Espanha; Chelsea Art Museum, Nova Iorque, Estados Unidos; Palazzo delle Papesse, Siena, Itália; Location One, Nova Iorque, Estados Unidos; Fundação de Serralves, Porto, Portugal e Culturgest, Lisboa, Portugal.

Entre outros prémios, Daniel Blaufuks foi nomeado para o Deutsche Börse Photography Prize (2007, 2015), foi finalista do Prémio Pilar Citoler, em 2007, e do European Photography Award, em 1996. Em 1990, venceu o Kodak National Award, em 2007 o Prémio BES Photo e, em 2016, recebeu o Prémio da AICA – Associação Internacional de Críticos de Arte para as Artes Visuais.

DANIEL BLAUFUKS, Sem Título, da série Melancolia Tropical, 2023, Colagem em papel Canson (fotografia, tinta, recortes vários), 22 x 31 cm (com moldura), Cópia única

"Ao trabalhar sobre as roças de São Tomé, apercebi-me ao percorrer os seus enormes espaços, muitos ainda hoje habitados pelos antigos serviçais ou seus descendentes, em como este longo capítulo da colonização portuguesa necessita de ser relembrado e, porventura, mais estudado.

Eu, que tenho trabalhado muito sobre a Shoah, o chamado Holocausto, considero o colonialismo português um outro tipo de holocausto, que durou séculos e que, tal como a Shoah, projecta a sua sombra muito para além da duração concreta do acontecimento em si, afectando não só psicologicamente as vidas dos descendentes, como também as suas condições de vida e as economias dos países que foram parte dessa quimera imperial. A história do colonialismo é também uma história de crime e de roubo, e pertence, como todas estas histórias, aos dois, ao criminoso e ao roubado, unindo-os para sempre."
Daniel Blaufuks

DANIEL BLAUFUKS, Sem Título, da série Melancolia Tropical, 2023, Colagem em papel Canson (fotografia, tinta, recortes vários), 22 x 31 cm (com moldura), Cópia única
DANIEL BLAUFUKS, Sem Título, da série Melancolia Tropical, 2023, Colagem em papel Canson (fotografia, tinta, recortes vários), 22 x 31 cm (com moldura), Cópia única
DANIEL BLAUFUKS, Sem Título, da série Melancolia Tropical, 2023, Colagem em papel Canson (fotografia, tinta, recortes vários), 22 x 31 cm (com moldura), Cópia única
DANIEL BLAUFUKS, Sem Título, da série Melancolia Tropical, 2023, Colagem em papel Canson (fotografia, tinta, recortes vários), 22 x 31 cm (com moldura), Cópia única
DANIEL BLAUFUKS, Sem Título, da série Melancolia Tropical, 2023, Colagem em papel Canson (fotografia, tinta, recortes vários), 22 x 31 cm (com moldura), Cópia única
DANIEL BLAUFUKS, Sem Título, da série Melancolia Tropical, 2023, Colagem em papel Canson (fotografia, tinta, recortes vários), 22 x 31 cm (com moldura), Cópia única
DANIEL BLAUFUKS, Sem Título, da série Melancolia Tropical, 2023, Colagem em papel Canson (fotografia, tinta, recortes vários), 22 x 31 cm (com moldura), Cópia única
DANIEL BLAUFUKS, Sem Título, da série Melancolia Tropical, 2023, Colagem em papel Canson (fotografia, tinta, recortes vários), 22 x 31 cm (com moldura), Cópia única
DANIEL BLAUFUKS, Sem Título, da série Melancolia Tropical, 2023, Colagem em papel Canson (fotografia, tinta, recortes vários), 22 x 31 cm (com moldura), Cópia única
DANIEL BLAUFUKS, Sem Título, da série Melancolia Tropical, 2023, Colagem em papel Canson (fotografia, tinta, recortes vários), 22 x 31 cm (com moldura), Cópia única
DANIEL BLAUFUKS, Sem Título, da série Melancolia Tropical, 2023, Colagem em papel Canson (fotografia, tinta, recortes vários), 22 x 31 cm (com moldura), Cópia única

Noé Sendas

Noé Sendas (n. 1972, Bruxelas), vive e trabalha em Berlin, Madrid e Lisboa. Sendas começou a apresentar seu trabalho no final dos anos noventa. Referências explícitas e implícitas a artistas e criações literárias, cinematográficas ou musicais fazem parte da sua matéria-prima. Preocupações específicas sobre a reflexão e a prática das artes visuais também podem ser agregadas ao seu repertório. São elas: o corpo, como entidade simultaneamente teórica e material; os mecanismos de percepção do observador; ou o potencial discursivo e político dos métodos expositivos.

O seu trabalho tem sido apresentado em inúmeras exposições individuais e colectivas, incluindo: Akademie der Kunst, Berlin; CAV Centro de Artes Visuais, Coimbra, PRT; CAM - Centro de Arte Moderna Gulbenkian, Lisboa; Casa de América, Madrid,  ESP; Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, BRA; Contretype - Centre d'art pour l'image et la photographie contemporaine, Bruxelles; C/O Berlin, Berlin; Designhaus Darmstadt, Darmstadt, DEU; Frankendael Foundation, Amsterdam; Fundación Ibercaja Patio de la Infanta, Zaragoza, ESP; Fundación Botín, Sala de Exposiciones, Santander, ESP; Galeria Municipal do Porto, Porto, PRT; Goethe-Institut, Stockholm; Hermitage, São Petersburgo, RUS; Kunstmuseum Bonn, DEU; Laboratorio Arte Alameda (LAA), ciudad de México; Le Plateau, Paris; MAAT Museu de Arte, Lisboa; MARCO, Museo de Arte Contemporánea de Vigo, ESP; MEIAC Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Badajoz, ESP; MNAC Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado, Lisboa; Multimedia Art Museum (MAMM), Moscow; Museo Calouste Gulbenkian, Lisboa; Museu de Arte Contemporâneo Gas Natural Fenosa, La Coruña, ESP; Museu ICO, Madrid; Museo Patio Herreriano de Arte Contemporáneo Español de Valladolid, ESP; TENT, Rotterdam, NLD; Visual Arts Center - The University of Texas at Austin, USA; Yerba Buena Center of the Arts, San Francisco, USA, (Et al.)

O seu trabalho está representado em coleções públicas e privadas na América do Norte e do Sul e na Europa.

NOÉ SENDAS, SNIUR, Mesa, 2025, Vidro, Impressão offset em papel, metal e algodão, 70 × 70 × 140 cm, Edição única (detalhe)
NOÉ SENDAS, SNIUR, Mesa, 2025, Vidro, Impressão offset em papel, metal e algodão, 70 × 70 × 140 cm, Edição única (detalhe)
NOÉ SENDAS, SNIUR, Mesa, 2025, Vidro, Impressão offset em papel, metal e algodão, 70 × 70 × 140 cm, Edição única (detalhe)
NOÉ SENDAS, SNIUR, Mesa, 2025, Vidro, Impressão offset em papel, metal e algodão, 70 × 70 × 140 cm, Edição única.
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