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"Noé Sendas resgata da realidade a impermanência para lhe garantir o mistério. A recoleção compulsiva de imagens, estáticas ou em movimento, acompanha este autor como modus operandi vital num fluxo criativo que se desdobra em séries longas e em muitos casos numa abertura à continuidade que indicia um constante cuidado com a diferença na repetição, para parafrasear os filósofos. (...) Não creio estar demasiado longe das reverberações poéticas que emanam destas obras ao supor que aquilo que Noé Sendas problematiza, em ciclos formalmente diferenciados, é concetualmente uno: a memória enquanto catalisadora de um posicionamento perante o mundo. E, no seu caso, esse seu posicionamento é o de interrogar criticamente o lastro das imagens que criam memórias. É, então, um poderoso antídoto para a crescente digitalização anestesiante do mundo, onde à velocidade do esquecimento se opõe a persistência da rememoração."
Miguel von Hafe Pérez

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