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A galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea inaugura no dia 17 de novembro, sábado, a individual ‘Um raio todos os dias’ do artista José Bechara. A exposição reúne trabalhos produzidos a partir de 2017 e 2018 e inclui alguns inéditos. O conjunto é formado por cerca de 20 pinturas de grande, médio e pequeno formato, muitas das quais produzidas com recurso ao processo habitual do artista: a intervenção de acrílico e oxidação de emulsões metálicas sobre lona usada de camião.

Nesta nova fase de trabalhos José Bechara alarga o campo de pesquisa sobre o desenho, a pintura, a escultura e a instalação ao construir obras quase imersivas e expansivas que estendem a linha, a superfície, o plano a outras possibilidades, reconfigurando o espaço expositivo da galeria.

A exposição apresentará também uma instalação inédita de grande escala, produzido a partir da ordenação no espaço arquitetónico de vidros planos e uma variedade de objetos em madeira, papel cartão, outros elementos metálicos e eventualmente mármore. O uso desta multiplicidade de materiais propõe uma discussão sobre fronteiras e géneros das linguagens visuais fazendo colidir práticas oriundas das experiências escultóricas, pictóricas e gráficas. Situar o trabalho entre fronteiras, chamar atenção para uma permanente oscilação entre géneros constitui matéria fundamental nas investigações de Bechara. É esta impermanência e transitoriedade explorada no seu trabalho que o artista transpõe para a própria existência:

Tudo é frágil em meu trabalho que contém esforço e dificuldades para emergir, assim como nós, indivíduos humanos. Embora possam parecer nascer de operações brutais os trabalhos podem quebrar-se, despencar de diferentes alturas, desfazer-se por uma perturbação inesperada do espaço ao redor. Minha geometria hesita. Ora aparece, ora desaparece. Falha, portanto, como falhamos. Esforça-se, como nos esforçamos para existir.”

José Bechara nasceu no Rio de Janeiro em 1957, onde trabalha e reside. Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), localizada na mesma cidade.
Participou da 25ª Bienal Internacional de São Paulo; 29ª Panorama da Arte Brasileira; 5ª Bienal Internacional do MERCOSUL; Trienal de Arquitetura de Lisboa de 2011; 1ª Bienalsur – Buenos Aires; 7ª Bienal de Arte Internacional de Beijing e das mostras “Caminhos do Contemporâneo” e “Os 90” no Paço Imperial–RJ. Realizou exposições individuais e coletivas em instituições como MAM Rio de Janeiro–BR; Culturgest–PT; Ludwig Museum (Koblenz)–DE; Instituto Figueiredo Ferraz–BR; Fundação Iberê Camargo–BR; Fundação Calouste Gulbenkian–PT; MEIAC–ES; Instituto Valenciano de Arte Moderna–ES; MAC Paraná–BR; MAM Bahia–BR; MAC Niterói–BR; Instituto Tomie Ohtake–BR; Museu Vale–BR; Haus der Kilturen der Welt–DE; Ludwig Forum Fur Intl Kunst–DE; Kunst Museum–DE; Museu Brasileiro da Escultura (MuBE)-BR; Centro Cultural São Paulo–BR; ASU Art Museum–USA; Museo Patio Herreriano (Museo de Arte Contemporáneo Español)–ES; MARCO de Vigo–ES; Es Baluard Museu d’Art Modern i Contemporani de Palma–ES; Carpe Diem Arte e Pesquisa–PT; CAAA–PT; Musee Bozar–BE; Museu Casa das Onze Janelas–BR; Casa de Vidro/Instituto Lina Bo e P.M. Bardi–BR; Museu Oscar Niemeyer–BR; Centro de Arte Contemporáneo de Málaga (CAC Málaga)–ES; Museu Casal Solleric–ES; Fundação Eva Klabin–BR;entre outras.
Está representado em várias coleções públicas e privadas como o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro-BR; Centre Pompidou-FR; Pinacoteca do Estado de São Paulo–BR; Ludwig Museum (Koblenz)–DE; ASU Art Museum USA; Museu Oscar Niemeyer-BR; Es Baluard Museu d’Art Modern i Contemporani de Palma–ES; Coleção Gilberto Chateaubriand/MAM RIO–BR;Coleção Dulce e João Carlos Figueiredo Ferraz/Instituto Figueiredo Ferraz–BR; Coleção João Sattamini/MAC Niterói–BR; Instituto Itaú Cultural–BR; MAM Bahia–BR; MAC Paraná–BR; Culturgest–PT; Benetton Foundation-IT/CAC Málaga-ES; MOLAA–USA; Ella Fontanal Cisneros–USA; Universidade Cândido Mendes–BR; MARCO de Vigo–ES; Brasilea Stiftung–CH; Fundo BGA–BR, entre outras.

Obras