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Sobre

Como muitos pintores contemporâneos, Manuel Caeiro questiona a pintura através da repetição das formas. Cada esboço insiste na concretização de uma ideia, e a sua multiplicação, a sua sequência, origina o ritmo definitivo. Manuel Caeiro trabalha o detalhe - modular-  como desencadeador de cada nova imagem, e fá-lo sempre partindo da memória ou da recordação da imagem construída, procurando uma nova ordem.

 
A sua estratégia é a do desdobramento ou propagação da realidade reconstruída e, portanto, fictícia, e que tem a sua origem no mais tradicional dos meios - a pintura - o que mais carga histórica possui e que, ao mesmo tempo, aparentemente, processa uma ideia de contemporaneidade mais débil, e mais questionada, sendo contínuo motivo de debate sobre o seu estado anímico”.

David Barro

 

 

 

Exposição