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Sobre

Paulo Catrica interessa-se pelas paisagens contemporâneas em transformação face ao impacto dos ciclos económicos e sociais; o seu objecto de pesquisa é, sobretudo, o modo como tratamos a paisagem e lidamos com os espaços: “Gosto particularmente do modo como as cidades crescem ao sabor de decisões maiores e de acidentes menores. Umas contidas pelo traço dos seus planos urbanísticos, onde parece que tudo faz sentido, outras, quase sempre as do Sul, caóticas, degradadas, sofridas e fantasticamente vividas. Gosto de todas, umas e outras.” A sua forma de reflexão sobre os espaços é tratada tomando como ponto de partida uma objectividade que o artista procura obedecer, interessando-se por oferecer à paisagem uma imagem limpa. Como forma de representação da realidade recorre aos grandes planos ortogonais, luz neutra, o olhar a direito sem retórica ou manipulação, convidando o observador a deter-se nos pequenos pormenores. Esta procura pela máxima transparência da imagem pretende anular no momento da contemplação, a presença da máquina entre o espectador e a fotografia, dando a ilusão que o mesmo observador se encontra realmente perante o espaço fotografado. É a essência do fotográfico em detrimento às correntes mais formalistas contemporâneas que visam extrair a plasticidade das linhas e manchas na paisagem. A sua rede de influências remonta aos finais do século XIX, com o experimentalismo na fotografia de paisagem de Gustave Le Gray,  Timothy O’ Sullivan, depois com Eugène Atjet, Walker Evans e mais recentemente os “New Topographics” e Gabriele Basilico.

 

Exposição