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Em Outubro de 2013, Carla Cabanas participou numa residência artística, durante cerca de um mês, em São Tomé e Príncipe, organizada pela XEREM, com o apoio da Direcção Geral das Artes. Na exposição “Saudades e lagrimas são o unico lenitivo para a grande auzencia”, a sua segunda individual na galeria, a artista apresenta o trabalho resultante desta experiência.

Esta exposição desenvolve os temas que se encontram recorrentemente na sua prática: a fotografia como pedra angular na construção da memória actual, como vestígio de uma existência provisória e como base para um desenho que, através do apagamento de imagem, sublinha a nossa inevitável transitoriedade.
O projecto “O que ficou do que foi - O Álbum São Tomé e Príncipe” é composto por uma série de reproduções rasuradas de postais do início do século XX e dois vídeos.As imagens dos bilhetes-postais funcionam por um lado como um retrato histórico de um país (construído, manipulado, colorido à mão), e por outro como registo desses documentos de ligação entre pessoas distantes. Os ferimentos na emulsão fotográfica, feitos pela artista, traçam um desenho que ora traz a caligrafia das epístolas postais à tona da imagem insular, como se as trespassasse, ora invade o território edificado com formas orgânicas, reclamando para a natureza a paisagem construída pelo homem. As reproduções dos postais estão, pela rasura, a desaparecer, e através desse desenho de ausência tornam-se uma outra coisa.
Os vídeos apresentam planos fixos que operam como retratos de um lugar que se distende no tempo. As roças retratadas respiram nesse tempo, e a sua imagem dilatada torna os sinais da sua passagem evidentes.

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Exposição