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Sobre

A análise ontológica da pintura constitui um ponto de partida teórico para um projecto de releitura que se desenvolve, não só através do que é próprio da pintura, mas também do que a excede. As obras da presente exposição.

assumem a condição de híbridos, onde a arquitectura do espaço se reflecte nos suportes-espelhos como se fosse uma metáfora entre “o real e o seu duplo”. Como num jogo barroco, a pintura sobrepõe esse reflexo, “sobrepinta-o”, transformando o momento do olhar num “instante de oclusão” da realidade. Neste sentido, a arquitectura funciona aqui como um suporte pelo qual a pintura “se activa”; e viceversa, a pintura com agente “impuro” que objectualiza a imagem reflectida do espaço, dilatando a sua temporalidade; entre a natureza intensiva do instante do olhar e a natureza extensiva da própria pintura.

 

Exposição