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Sobre

Neste conjunto de trabalhos, José Batista Marques revela um forte sentido de análise sobre a noção de representação pela articulação de figuras retiradas da história da arte: alegorias, pinturas de género, cenas de caça, figuras de convite, retratos de aparato; imersos num vigor iconográfico que se condensa na figura pela redução dos fundos.

O uso do espatulado revela um persistência da escultura na pintura sobre papel e tela e um gosto pelas estruturas em relevo, numa tentativa de recusa em transformar as dimensões físicas do mundo na bidimensionalidade pura.

A análise da natureza morta (natureza em pose) está presente na nuclearização de corpos físicos simples ou cruzamento de objectos quotidianos com outros de valor simbólico/referencial e, pelo envolvimento destes num enquadramento narrativo próprio que só pertence ao artista, mostra um rompimento com a prevalência do ideal de grandeza e beleza preconizado por este género de pintura. As tensões provocadas pela relação entre figuras retiradas de um repositório de imagens pré-construídas, desenvolve uma análise das características da composição pelo enquadramento de elementos figurativos de expressão ordenadora mas de narratividade dissemelhante.

 

Exposição