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Sobre

Os Invaliden1 devem ser enquadrados no contexto do ressurgimento de um fenómeno que tem uma longa tradição na Alemanha desde há 10 anos até aos nossos dias, embora se desenvolva fora do centro artístico berlinense, onde os artistas dirigem espaços ou galerias. Este novo desenvolvimento de artistas gestores de espaços começou com ex-alunos formados pela academia de Leipzig, que se juntaram para encontrar um espaço em Berlin e alguém para tomar conta do negócio da galeria (…). Os grupos mais conhecidos foram os Liga, Rekord, Echolot, Amerika e mais tarde os Diskus que eram formados por estudantes da academia de Dresden. O objectivo comum destes espaços seria colocar os artistas em contacto com o público para além de tentar encontrar galerias conceituadas. Entretanto grande parte destes espaços encerraram tendo estes gestores aberto galerias reais em seu próprio nome, continuando a trabalhar com artistas da equipa anterior. Os Invaliden1 são diferentes porque não são recém formados. Todos os artistas fundadores já iniciaram uma carreira e têm galerias com quem trabalham frequentemente. Muitos sairam dos paises de residência para locais diferentes de modo a explorar um novo panorama artístico e encontrar um novo impulso para o seu trabalho. Desde o início que ficou claro que os Invaliden1 não seriam gestores de galerias no sentido estrito do termo, mas antes artistas com um espaço próprio, um conceito mais conhecido na esfera anglo-saxónica especialmente em Inglaterra e Canadá. O programa dos Invaliden1 não inclui apenas exposições dos fundadores, mas também de outros artistas cujo trabalho é apreciado pelo grupo e onde cada projecto é discutido. Os elementos podem apresentar sugestões de artistas para expor e se todos concordarem a exposição é marcada. O projecto oferece uma certa liberdade e senso de responsabilidade aos fundadores não sendo mais apenas artistas mas também organizadores e curadores. Possuem liberdade enquanto artistas porque podem marcar exposições individuais como entenderem e escolher trabalhos que querem que sejam vistos em conjunto, sem compromissos sobre o que pode, ou não, ser suficientemente comercial. E uma responsabilidade com os colegas porque têm que fornecer adequadas condições para que estes apresentem o trabalho e colaborar no formato da exposição. Funcionam como um corpo colectivo de curadores que oferece todo um modo diferente de crítica para o colega, instalando a exposição, sendo certamente este um dos maiores valores que os Invaliden1 têm para oferecer. Estes dados também causam uma certa influência nos trabalhos dos elementos do grupo e não será excessivo dizer que é inspiradora a troca de papéis dos artistas - curadores que desenvolvem um nível mais sofisticado de reflexão pessoal e abordagem crítica ao trabalho de cada um. O conceito deste desafio e interesse nos Invaliden1 está certamente em crescimento. O grupo tem um bom número de exposições interessantes pensadas para os próximos meses, investigando para encontrar mais - até talvez algum dia pensem que está na hora e fechem o espaço.

 

Sabrina van der Ley

 

 

Exposição