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Sobre

O conjunto de trabalhos apresentado na exposição Imágenes Fictícias caracteriza-se por uma intervenção pictórica sobre a fotografia que dilui a imagem original, resultando numa composição final híbrida e mestiça que questiona os limites de uma realidade (fotográfica) e a possibilidade fictícia e enganosa da pintura.

 

As obras da exposição pertencem a séries distintas e são um exemplo de como cada uma delas evoluiu pouco a pouco, articulando-se em sub-séries que mostram evocações ou delimitam espaços de olhares que tendem a estabelecer uma linha narrativa ou de sucessão.

O uso de fotografias tanto de interiores como exteriores arquitectónicos que costumam ter uma proximidade ou implicação emocional para a artista (lugares onde trabalhou, viveu ou ainda os ateliers de outros amigos e artistas) servem-lhe de superfície e profundidade narrativa para depois pintar sobre estas planos, estruturas, colagens, formas e elementos muito geométricos de cor, que interferem e retiram desta o seu sentido inicial e documental criando uma nova imagem final pessoal e fictícia.

As impressões fotográficas digitais sobre a tela e papel são sempre em preto e branco que lhes dá um certo sentido clássico e austero sobre o qual são inseridas manchas pictóricas que reforçam o jogo das aparências, o absurdo e o estranho.

 

Exposição