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Nesta segunda exposição individual em Lisboa, Roland Fischer irá mostrar o trabalho mais recente da série Façades, New Architectures e Palaces and Cathedrals, desenhando um mapa imagens construídas e recolhidas em todo o mundo.

A série Façades estabelece uma unidade mínima da forma visual como se fosse um código usado pela arquitectura contemporânea global. Pode ser uma fachada de um banco na China, uma escola na Holanda ou um banco em Dallas, em todos estes edifícios a realidade é subtraída obrigando a uma bidimensionalidade forçada de modo a que o resultado seja uma composição visual à semelhança de uma pintura modernista. Fischer corta as superfícies externas dos edifícios de arquitectura contemporâneas, rejeitando a realidade circundante, colocando ao mesmo tempo elementos construtivos e ornamentais para criar um fragmento de plástico e abstrato puro. Em suma, o artista tenta entender a arquitetura como pintura recorrendo aos seus princípios formais: cor, ritmo, forma, sombra, composição, padrões, para mostrar como a cultura globalizada tem um vocabulário comum e universal.

Já em New Architectures e Palaces and Cathedrals, o processo técnico é diferenciado tendo como fim enfatizar a composição obtida pela mistura de elementos formais de arquitetura. Esta composição é feita simultaneamente de múltiplos pontos de vista colocados em camadas diferentes mostrando de que modo é que poderemos definir os traços essenciais do edifício. Uma composição delicada e perturbadora de linhas, texturas, ritmos é colocada numa imagem bidimensional, desenvolvendo um novo vocabulário estilístico. Linhas íntimas e frágeis são expandidas num repertório profundo e complexo, assumindo traços figurativos ou linhas mais abstratas.

Nesta exposição, estabelecem-se duas formas diferentes de olhar para os espaços. A primeira reforça a forma como o espaço arquitectónico usa os mesmos códigos e elementos retirando a própria especificidade do local onde está inserido o edifício.
Na segunda, Roland Fischer retrata a experiência física do lugar através de composições visuais, ou seja, o que obtemos é a percepção do artista sobre os lugares que ele visita. As imagens não se limitam a descrever os edifícios, mas assinalam a empatia emocional do artista, visível no modo como a composição é construída. Esta exposição desenha um mapa das interpretações de imagens de From Granada to Shanghai, mostrando o modo como nos vemos e o modo como vemos nosso mundo.

Exposição