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Sobre

A análise e desmontagem das unidades estruturais da linguagem visual: linha, cor, forma, composição, textura, tornando-a o mais alargada e permeável possível, é o objecto de trabalho de Luís Nobre. 

A narrativa da imagem - o que a identifica - é descaracterizada pela intersecções de formas, estilos no sentido de a isolar e dar-lhe uma outra leitura quando próxima de outras imagens. Por isso, para Luís Nobre tudo é caos e o caos é uma forma de análise visual.  

O único elemento comum de ligação entre a plêiade de formas, estilos, agregações, suportes, é o desenho. O desenho é o fio aglutinador deste esforço de convivência das formas e significados: reconecta ideias e conceitos, circunscreve unidades, enuncia complexidades e descreve relações. A subjectividade inerente à prática do desenho, ao processo de apropriação das formas e a sua fase de integração, segue um raciocínio que é próprio deste artista porque só este delimita o campo da obra e decide quando esta está concluída. O trabalho de montagem da exposição é uma acção performativa do artista em diálogo com a experiência do espaço e o vocabulário de formas que dispõe.

O Eixo Da Bússola situa-nos num espaço, orienta, cruza eixos. É nesta situação ou neste ponto, para alem do qual podemos desenhar a leitura dos respectivos trabalhos. 

A desconstrução de estruturas e padrões apresenta-se como um processo onde o que é a repetição, o original e a cópia confundem possíveis  ordens, criando aproximações e distâncias entre pormenores e escalas. 

A documentação e o registo assumem  papeis paralelos, do desenho à fotografia, nessa classificação do que existe, é sempre redutora em relação à sua verdadeira essência, mas se mantermos em aberto essa interpretação mais perto chegaremos ao que realmente precisamos. 

 

Exposição