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Sobre

José Lourenço trabalha sobre o abismo entre a representatividade e a abstracção, explorando pontos de conflito e fricção entre os dois conceitos aparentemente opostos, revelando novos lugares de entendimento.
A organização espacial é orientada a partir da disseminação de movimentos de continuidade e descontinuidade que são observados no vocabulário formal: a dureza das linhas descreve os planos convexos dos corpos arquitectónicos; a paleta é aberta em variâncias tonais e ritmos impostos pela linha cheia/ fina; rigor geométrico no traçados, elementos que em conjunto revestem estes trabalhos de sons métricos e campos dinâmicos. O espaço entre a obra e o observador torna-se lugar de acção e dinamização que potencia a descoberta de novos valores expressivos.
Esta nova fase de trabalhos revela uma alteração no campo formal da obra do artista e gosto de soluções arquitectónicas estruturais complexas que se desdobram em dinâmicas geométricas de revolução, hiperbólicas e parabolóides. Centrada em formulários puramente formais onde a narratividade é ausente, o trabalho de José Lourenço desvela dramatizações dinâmicas da mancha, linha e plano e outros discursos visuais.
Com a utilização de uma ordem geométrica pura, José Lourenço reduz a paisagem urbana ao essencial, recorrendo à fotografia como método de conhecimento e análise visual da realidade.

 

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