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Sobre

Manuel Caeiro movimenta-se entre a compreensão do espaço, enquanto extensão infinita, e a força generativa e desmultiplicadora da forma, consciente do valor do desenho estrutural.

Nos trabalhos de Manuel Caeiro, a representação do espaço efectua-se a partir de formas que desdobram ritmos e desenvolvem campos de transfiguração e tensão entre os corpos e o vazio. A superfície desenha ritmos e modulações espaciais através das repetições e sobreposições de camadas que evidenciam um carácter escultórico. A compreensão da noção de planimetria assinala uma obsessão pela ordenação do espaço e uma indagação sobre o espaço visível, mostrada através de jogos de sombras, profundidades e densidades de cor. As intermitências do padrão, a geometria rígida das linhas e pontos de fuga e interferências do discurso, resultado do trabalho de atelier, reforçam a ideia de movimento e fluxo. Retira o gráfico das linhas de alerta destituindo o seu sentido representativo para o inserir num conjunto formal operativo e reivindicativo de autonomia.

No seu campo de pesquisa, Manuel Caeiro revela uma procura intensa pelos intervalos e fissuras da visão tridimensional, lugares ambíguos traduzidos pelo ilusionismo vibrante das alternâncias da cor, do volume e da sombra.

 

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